Spore, o jogo da evolução

De uma pequena mutante célula até a conquista espacial, Spore é um jogo que ensina o conceito de evolução de maneira muito divertida.

De uma pequena mutante célula até a conquista espacial, esse é Spore (PC, Mac). Tenho uma imensa admiração por Will Wright, o deus criador do jogo, onde passamos por todos os estágios evolutivos de uma espécie. Um verdadeiro culto à teoria da evolução.

capa-spore

Estava no projeto inicial que o jogo começasse com moléculas se juntando para formar proteínas e todo aquele processo de surgimento químico da vida. Mas você consegue imaginar o quão legal seria ficar controlando moléculas em um jogo? Eu não consigo sentir maior empolgação. Só que não.

Pois então Wright consegue uma solução incrível: joga a culpa no espaço, literalmente. A primeira cena do jogo é um meteoro indo em direção ao nosso planeta de origem. Ele apela para a teoria da Panspermia, que diz que a vida chegou na Terra por meio de detritos espaciais. A Panspermia costuma ser amada por astrônomos, mas não muito bem vista por biólogos, por que só passa a pergunta do surgimento da vida para outro local.

Um meteoro indo colidir com o planeta. Dentro dele: a vida.

Um meteoro indo colidir com o planeta. Dentro dele: a vida.

Depois de um tempo acumulando DNA com a nossa célula, chegamos em terra firme, e essa aventura nos dá um gosto do que éramos a 200 milhões de anos, e se resume a: sexo e comida. Não parece tão ruim né? :P Nosso desafio nessa fase é socializar com outros ninhos. Você pode chegar espreitando e atacando-os ou fazendo amizade cantando lindas (tá, nem são) canções, capaz de amolecer até as criaturas mais ariscas. Essa parte do jogo nos ajuda a entender que as criaturas no processo evolutivo sofrem mudanças ao longo do tempo, apesar de em Spore as mudanças serem bruscas.

Há gratas surpresas enquanto somos apenas um bicho estranho andando pelo planeta. As vezes vemos uma nave caída, ossos de criaturas gigantes e até um monólito. Aliás, o jogo é quase que uma completa referência a 2001, uma odisseia no espaço. Se há duas coisas que lhe faz entender quase todas as referências nesse mundo é a bíblia e 2001. É super recomendado que você o assista, mas certifique-se de que não estará com sono (amo 2001, tá? Mas dá sono :P).

E depois de ter alimentado um pouco o cérebro (propaganda subliminar pro nosso site), você forma uma tribo, e depois de desenvolver ainda mais, você tem uma civilização. Tá bom que tá mais para uma civilização acriana (amamos o acre <3), com poucos cidadãos. Mas é o suficiente para impulsionar a tecnologia e chegar até a construção da sua primeira nave espacial, que anuncia uma nova era: a espacial.

E é a minha favorita. Eu sempre quis saber como é viver nas estrelas. E o jogo nos deixa imersivo nessa jornada. Encontramos outras raças, fazemos comércio (apesar de eu achar a noção de dinheiro algo muito primitivo para uma espécie espacial, mas tudo bem), diplomacia e guerras. Podemos viajar por uma galáxia inteira. E nela encontramos incríveis objetos espaciais, como:

Buraco negro                                Protoestrela

spore-blackhole spore-protostar

Estrelas binárias e várias cores de estrelas

spore-binary

Supernova                                                           Nebulosa

spore-supernova spore-nebula

Como dá pra perceber, é um incrível jogo, e que merece ser a primeira postagem sobre jogos aqui no Alimente o Cérebro.

E você? Já jogou Spore? Ficou com vontade de jogar? Divida suas experiências aí conosco :)

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